👩‍🍳Capeletti de massa verde, recheado com Parma com ragú de carne👩‍🍳

Então, talvez vocês ainda não saibam mais eu sou apaixonada pela cozinha, amo cozinhar, e quando entra a temporada do MasterChef Brasil, eu fico morrendo de vontade de cozinhar e de comer comidinhas gostosas, então passei a fazer um prato a cada terça, para jantar acompanhando o programa, e vou passar a receita dessa semana para vocês: Capeletti de massa verdade, recheado com presunto de parma e ragú de carne, que apesar de vários preparos não é complicado de fazer. Numa escala de 1 a 5, diria que é nível 3 de complexidade.

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Comece pelo ragú de carne, pois ele demora mais tempo para cozinhar. Eu usei uma peça de lagarto redondo com cerca de 1kg, bem limpo, sem gorduras aparentes.

Ragu de Carne:

1 lagarto redondo limpo
2 colheres de óleo
1 xícara de vinho tinto seco
1 cebola grande, cortada em 4 partes
2 dentes de alho, descascados
1 lata de tomate pelado
1 tomilho
1 folha de louro
1 cc de sal
pimenta do reino
água quente suficiente para cobrir a peça de carne

  • Panela de pressão
  • tábua de carne
  • dois garfos

Esquente o óleo na panela de pressão e sele todos os lados da carne.
Quando estiver bem douradinha, acrescente os demais ingredientes e deixe cozinhar na pressão por cerca de 45 minutos.
Separe a carne e bata todos os demais ingredientes no liquidificador, e volte com o molho encorpado para a panela e reserve.
Em uma tábua, usando dois garfos, desfie e carne. Ela estará bem macia, desmanchando. Junte a carne desfiada ao molho batido!

Massa:

100g de espinafre cozido
1 ¹/² xícara de farinha de trigo
1 ovo
1 fio de azeite
1 pitada de sal

  • Processador de alimentos
  • Filme plástico

Esprema bem o espinafre para retirar o excesso de água. Bata no processador até formar uma bola da massa, bem homogênea e que não grude nas mãos. Envolva no filme plástico e deixe descansar na geladeira por cerca de meia hora.

Montando o prato:

1 – Abra a massa, corte em quadrado ou com a boca do copo;
2 – Forre com um pedaço de parma;
3 – Coloque uma colher de carne;
4 – Enrole o capeletti : dobre a massa ao meio, formando um triângulo, dobre as duas pontas de baixo da massa, em direção oposta, abraçando o recheio. Eu esqueci de tirar fotos dessa etapa, mas busquei na net uma imagem que simplifica muito o entendimento, ela está logo abaixo das minhas fotinhos. Depois de montados, coloque-os em um prato com um pouco de farinha de trigo no fundo, e cubra com o pano de prato, para a massa não ressecar.

 

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Fotos reprodução / DestaqueSP

Depois disso, basta cozinhar os capelettis em água fervendo com sal, até que eles subam a superfície e monte o seu prato.

Ficou uma delícia!

Um cuidado: parma é salgado, portanto cuidado com o sal na hora do ragu!

 

Bom apetite!
Depois me diga se você tentar fazer o prato e se deu certo!

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Amigurumis e crochê

Só passando para avisar que eu agora tenho outra paixão na vida além de cozinhar: crochê.

`Passo horas me distraindo e ainda estou conseguindo tirar um troco com isso, que nesse momento da minha vida é muito importante. Quanto mais tempo eu conseguir ficar com o Thiago em casa, melhor.

Hoje terminei esse fofo aqui:

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Opinião alheia e boa vontade.

Eu tenho certeza que as pessoas que chegam e conversam comigo sobre o Thiago, fazem com a maior boa vontade do mundo. Normalmente são pessoas queridas nossas e dele, que vendo nossa preocupação e encontrando uma brecha social, vem conversar com a gente, dando sua opinião. Não me entendam mal, eu tenho certeza que as pessoas que se expõe aos pais dessa maneira, para conversar, estão querendo o melhor pra nós três, eu sei disso, mas por favor, não nos leve a mal se não seguirmos o conselho dado.

Há algum tempo vi um post no Lagarta, que caiu como uma luva. Eu gosto muito dos posts da Andrea, mas a realidade do Thiago é bem diferente da do Theo, embora ambos estejam dentro do T.E.A., meu filho é considerado Aspie, e os nossos desafios são bem diferentes do deles. Mas sabendo que o Espectro é amplo, ela convidou a Nanci para escrever com a sua experiência, e o texto reflete mais a nossa realidade, apesar da Alana e o Thiago também terem muitas diferenças. Se você chegou aqui, leia o texto, vai ajudar em muito em entender melhor o que o Thiago, e outras crianças com autismo leve, passam.

E isso quer dizer o que? Que ele vai precisar da nossa ajuda em muitos momentos da vida.
“- Mas ele fala tão bem, é tão articulado!” Sim, ele fala. Mas tem dificuldade em entender regras sociais. Então quando você acha o meu filho mau educado, por não ser cordial ou não seguir um comando simples, saiba que o que você espera pode estar consumindo muita energia dele, mesmo que seja cumprimentar todo mundo quando chega na sua casa. As interações sociais são bem difíceis pra ele, então se ele no meio do grupo procura um local isolado, ele só está recuperando sua energia, deixa ele no cantinho.

“-Você se preocupa muito com a escola, Thiago tem facilidade em aprender!” A Nanci no texto dela, explica perfeitamente o problema: “Uma vez, li em algum lugar que não se espera de um aluno cadeirante que ele aprenda a andar. Nem de um aluno cego que ele copie a lição do quadro. Mas, de um aluno com autismo leve, se espera que ele aprenda a se socializar, se comportar e agir como os outros. Espera-se não, exige-se.”

A socialização do Thiago se deu bem devagar, e tivemos a sorte de um grupo de coração enorme e pais bem intencionados – na sua grande maioria – e bem antes do diagnóstico já tinham acolhido meu filho, apesar das peculiaridades. Mas teve épocas que ele não queria descer pro recreio, porque ficava sozinho. Nessa época ele estava com hiperfoco na corrida espacial e corrigia os colegas com as inverdades científicas na hora da brincadeiras. Da turma, de um grupo grande coleguinhas, ele se relaciona verdadeiramente com 3. Considero uma vitória, pois tem uma amiga em especial que ele até divide suas angústias.

As angústias são outro ponto difícil para a família. Ninguém espera que seu filho, com 8 anos tenha depressão e crises de ansiedade. Mas ele tem. E como dói ver seu filho sofrer com isso, sabendo que não há conforto imediato para o que ele sente. Ver que ele não consegue dormir, pois fica projetando e com medo do futuro. Mas isso quase ninguém vê. Isso é um momento do núcleo familiar. E como mãe, eu também enfrento os meus medos do futuro, com ele adolescente em uma nova escola ou adulto. Será que eu estou fazendo o suficiente? Será que o mundo vai trata-lo bem?

Agora, a crítica que mais escuto na verdade tem ligação com os problemas sensoriais: ele tem uma grave seletividade alimentar, sensibilidade com luzes, barulhos e em especial, cheiros. E cada pedacinho de crítica dói: somos considerados pais ruins e que criamos um menino mimado e mal educado. Somos consideramos moles, pois na cabeça de quem não está no nosso dia-a-dia, não tentamos o suficiente. Nos acham permissivos, preguiçosos, e sinceramente, não somos. Somos pais presentes e conscientes. Que nos fins de semana, deixamos correr mais leve, pra evitar o estresse na casa do amigo, sim, mas que durante a semana cobramos e exigimos que ele aprenda o necessário para a boa educação e interação.

Sei que é difícil o diagnóstico no Brasil: os planos de saúde brigam até a última instância para não pagar as terapias que são o único tratamento disponível pra eles. Mas a gente segue na luta, esperando por fazer o melhor pelos nossos filhos.

Esse post foi um desabafo sincero, apenas para pedir que escolham bem as palavras quando vierem conversar com a gente. Eu continuo achando que toda a opinião é válida e que se você ama meu filho, tem o direito de chegar e conversar. Mas lembra que a gente segue no Brasil, sem apoio psicológico, aprendendo diariamente a conviver com isso.

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Atypical ou Macarrão com manteiga no Olive Garden.

Demorei mais do que eu imaginava para terminar de assistir a série, não por falta de tempo, mas por falta de estrutura, ou algo perto disso.

O primeiro episódio vi no dia do lançamento, junto com o João, mas ele não pareceu muito interessado na série, enquanto eu lacrimejei discretamente no sofá, ainda consciente do patético da situação, pois sei o abismo que existe dentro do Espectro e consigo ver com clareza a diferença entre o Sam e o Thiago, mas nada disso diminui a sensação de impotência em proteger o meu filho, no que é semelhante.

Logo nos primeiros episódios, ele é zoado na escola, e diz que ele pode não entender o porquê estão rindo dele, mas que ele sabe que estão sacaneando ele, e que isso dói. Essa cena doeu na alma, pois esse é um futuro certo, apesar de termos tido muita sorte em relação aos colegas e escolas. Mas no 6° Ano, ele vai mudar de escola e só Deus sabe o que ele irá encontrar. Mas coração de mãe é assim mesmo, sofre por antecedência. 

Mas a série é boa – delicada, engraçada, sensível. Eu me emocionei em alguns momentos, mas eu ri em outros, como no jantar que a mãe quis preparar pra família, e a alegria de  cada um em seu prato favorito, ou ele pedir o macarrão na manteiga no Olive Garden. Tão familiar, tão próximo de mim, que não teve como não reconhecer e sorrir, ou chorar, nas horas em que ele sofre e eu consigo perceber com mais clareza o que é a jornada sensorial do meu filho.

Mas vou mentir se falar que não me assustei. Nunca soube lidar direito com adolescentes, e ter um adolescente com tantas peculiaridades pode ser mais difícil do que eu possa imaginar.

Mas recomendo a série. Pra ver com o coração aberto.

Coisa de mãe

A semana foi tranquila, mas o meu coração foi apertando com a chegada no final de semana. Ele foi convidado para uma festa domingo de levar/buscar. Claro, com 9 anos, essas festas são cada vez mais comum.

Mas mãe é bicho bobo, desconfiado. Ao invés de focar no positivo, “ele foi convidado”, fiquei a semana listando o que poderia dar errado, afinal a ideia dele se aborrecer e sair vagando, me deixou doente a semana toda.

Deu tudo certo. Ele não vagou. Pediu para sair cedo, uma meia hora antes do fim, mas considerei uma vitória. Ele foi, viu e venceu.